eu mesmo.
Eu me lembro como se fosse ontem. Tinha acabado de completar 18 anos quando comprei minha primeira câmera — uma Nikon D3100. Era um presente de aniversário, mas pra mim, era mais do que isso. Era o início de algo que eu ainda não sabia explicar, só sentir.
Sempre fui apaixonado por fotografia. Comecei como quem brinca, observando o mundo com curiosidade. Postei minhas primeiras fotos no Flickr, sem técnica, mas com muita vontade de enxergar além. Fui aprendendo com o tempo, sozinho, com amigos, com erros e acertos. Aprendi tanto que, em algum momento, comecei a ensinar também.
O hobby virou profissão. A fotografia me levou a lugares, a pessoas e a histórias que guardo comigo até hoje. Mas, entre entregas e expectativas, fui me afastando de mim. Faltava clareza, faltava coragem. Aos 28, decidi parar. Guardei a câmera. Achei que era o fim de um ciclo, mas era só uma pausa.
Mesmo longe da fotografia, meu olhar nunca desligou. A luz entrando pela janela, o riso sincero de um estranho, o tempo passando devagar — tudo ainda me chamava. O mundo continuava pedindo para ser registrado, e eu seguia escutando.
Hoje, aos 33, estoude volta. Volto com mais calma, mais presença e mais escuta. Agora, vejo a fotografia com outros olhos. Não busco poses perfeitas, mas sim instantes reais. Momentos que fazem sentido e merecem ser lembrados.
Quero fotografar quem entende o valor de um instante. Quem deseja guardar mais do que uma imagem — uma memória viva. Histórias reais, feitas de olhares sinceros, sorrisos espontâneos e afeto verdadeiro.
Essa volta não é um recomeço. É uma continuação mais consciente. Mais sensível. Mais minha. Se antes eu fotografava para entender o mundo, hoje eu fotografo para me conectar com ele. E se essa conexão também faz sentido pra você, será um prazer te encontrar do outro lado da lente.
